Manaus registra AQI alarmante
Neste domingo, 18 de outubro de 2026, Manaus amanheceu coberta por uma densa camada de fumaça, culminando em um alarmante Índice de Qualidade do Ar (AQI) de 211 pontos, o que classifica o ar na capital como “muito insalubre”. Esse índice representa um nível de poluição quase três vezes maior que o da segunda cidade mais poluída do Brasil, São Paulo, que registrou 72 pontos. A alta concentração de material particulado fino na atmosfera, com 135.2 microgramas por metro cúbico (µg/m³), afeta diversos bairros da cidade, comprometendo a qualidade de vida dos seus habitantes.
A especialista Andrea Ramos indicou que há previsão de chuvas que podem contribuir para a remoção de parte dos poluentes do ar, mas alertou que isso não garante que a qualidade do ar retorne a níveis considerados aceitáveis. Mesmo após a precipitação, a concentração de poluentes pode permanecer elevada.
Impactos na saúde dos moradores
Os residentes de Manaus têm relatado efeitos adversos significativos à saúde, como dificuldade para respirar e irritações nos olhos devido à intensa fumaça no ar. Nas redes sociais, muitos cidadãos expressaram sua preocupação com a qualidade do ar e os riscos à saúde, descrevendo os dias como os mais críticos já enfrentados na capital. A administradora Ana Paula, portadora de uma doença autoimune, relatou que se sente sufocada mesmo dentro de casa, ressaltando a gravidade da situação que se estende por vários dias.

A Prefeitura de Manaus anunciou medidas para minimizar a exposição da população à poluição em Manaus. As orientações incluem a hidratação adequada, o fechamento de portas e janelas e a umidificação dos ambientes. Ainda, foi aconselhado o uso de máscaras quando necessário e a evitação de atividades físicas ao ar livre. A prefeitura também informou que as queimadas são consideradas crime e pediu à população que denuncie casos ao telefone 153 ou pelo site oficial.
Ação do governo federal
Em resposta à grave situação de poluição em Manaus, o governo federal autorizou um repasse de R$ 14,3 milhões ao Amazonas. A portaria, publicada no Diário Oficial da União em 16 de outubro de 2026, destina recursos para ações de resposta a desastres, em meio ao que foi classificado como uma crise de queimadas e poluição. O valor será transferido em parcela única e deve ser utilizado exclusivamente nas ações previstas pelo governo estadual no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).


