Ar poluído em Manaus é o pior do Brasil; interior também

O ar poluído em Manaus voltou a ser o pior do Brasil em 28 de outubro de 2026, segundo a plataforma IQAir. A capital amazonense registrou a pior qualidade do ar entre as cidades brasileiras monitoradas.

Na mesma data, o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontava piora em diferentes pontos da capital. As medições também indicavam concentrações elevadas de partículas em municípios do interior.

O quadro ocorreu após o governador do Amazonas, Roberto Cidade, alertar em 26 de outubro que a fumaça de queimadas no sul do Pará poderia chegar ao estado. Segundo ele, os focos se concentravam principalmente na região de Itaituba, perto da divisa entre os dois estados.

As condições atingiam Manaus e cidades como Iranduba, Maués, Itacoatiara e Urucurituba. A notícia reúne os dados de monitoramento e as medidas que o governo do Amazonas planejava discutir com o Pará para combater os incêndios.

Medições indicam piora da qualidade do ar em Manaus e no interior

Por volta das 6h20 de 28 de outubro, a plataforma IQAir registrou Índice de Qualidade do Ar (AQI) de 148 em Manaus, nível considerado prejudicial para grupos sensíveis. A concentração de partículas finas chegou a 54,8 microgramas por metro cúbico (µg/m³).

Nas estações do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas, a medição no Morro da Liberdade alcançou 81,8 µg/m³. O sistema classificava a qualidade do ar como ruim ou muito ruim nos pontos monitorados da capital.

Em municípios do interior, as medições do Selva registraram 106,5 µg/m³ em Iranduba, 88,4 µg/m³ em Maués, 73,4 µg/m³ em Itacoatiara e 60,2 µg/m³ em Urucurituba. Segundo o sistema, a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³; acima dessa faixa, as classificações variam de moderada a péssimo.

Queimadas no sul do Pará podem levar fumaça ao Amazonas

Em declaração feita em 26 de outubro, o governador do Amazonas, Roberto Cidade, estimou que a fumaça poderia chegar ao estado dois ou três dias depois. Os focos de incêndio mencionados por ele estavam concentrados principalmente em Itaituba, no sul do Pará, perto da divisa com o Amazonas.

Roberto Cidade afirmou que o governo amazonense pretendia procurar o governo do Pará para discutir ações de combate aos incêndios. Ele também disse que o estado trabalhava para fazer sua parte no enfrentamento das queimadas.

Na coletiva, o governador situou os focos na região de Itaituba, próxima ao Baixo Amazonas, e declarou que pediria à equipe que entrasse em contato com o governo paraense. A fumaça, segundo a previsão apresentada por Cidade, não deveria chegar imediatamente, mas poderia alcançar o Amazonas em dois ou três dias.

Deixe um comentário