Alunas de Manaus (AM) concorrem ao Solve for Tomorrow Brasil com estufa de baixo custo para análise da água

O projeto inovador das alunas

Um grupo de quatro alunas da Escola Estadual Belarmino Marreiro, localizada em Manaus (AM), tornou-se semifinalista do Solve for Tomorrow Brasil 2026 com a criação de uma estufa de baixo custo para análise da água. Este projeto tem como objetivo monitorar a qualidade da água consumida nos bebedouros da escola, utilizando uma abordagem STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Orientadas pela professora Suzely da Silva Nobre, com a colaboração da professora Andreza Silveira da Rocha, as alunas desenvolveram o projeto denominado ‘Estufa Microbiológica’. A ideia surgiu a partir de questionamentos sobre a adequação da água dos bebedouros, levando à necessidade de garantir uma temperatura ideal para o cultivo de microrganismos em placas de Petri, facilitando assim a análise microbiológica.

Funcionamento da estufa microbiológica

A estufa de baixo custo para análise da água foi inicialmente construída com uma caixa de papelão revestida com papel-alumínio. O protótipo também incorpora sensores, um Arduino e uma lâmpada que serve para aquecer o ambiente interno. O sistema é automatizado para manter a temperatura entre 36°C e 37°C, garantindo condições adequadas para o cultivo. Caso a temperatura varie, a lâmpada é ativada ou desativada automaticamente.

estufa de baixo custo para análise da água

Após os testes iniciais, a equipe começou a aprimorar o protótipo, optando por isopor como material para melhor isolamento térmico e planejou uma estrutura mais robusta em MDF. O projeto não apenas permite a análise da água, mas também pode ser utilizado para investigações microbiológicas de outros objetos. Além disso, as alunas planejam elaborar um e-book para orientar outras instituições a construírem suas próprias estufas de baixo custo.

Impacto da iniciativa na educação e tecnologia

O projeto desenvolvido pelas alunas de Manaus demonstra um avanço significativo no protagonismo feminino nas áreas de ciência e tecnologia. A professora Suzely ressalta que as estudantes se dividiram em várias frentes de trabalho, incluindo programação, elétrica e montagem, promovendo assim o trabalho em equipe e a autonomia do grupo.

A participação no Solve for Tomorrow Brasil tem contribuído para aumentar o envolvimento de meninas em áreas tradicionalmente dominadas por meninos, como engenharia e robótica. A equipe não só se destacou pela criação da estufa, mas também começou a incentivar outros alunos a desenvolverem projetos, ampliando o interesse pela ciência dentro da escola.

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