A base regional da Força Nacional do SUS (FN-SUS) começou a operar em Manaus em 20 de outubro de 2026, segundo o Ministério da Saúde. A unidade apoia a organização da rede assistencial e da gestão em saúde diante de desastres e eventos climáticos extremos.
A atuação inicial se concentra nos efeitos das queimadas florestais, que têm comprometido a qualidade do ar em diferentes regiões do Amazonas. O Ministério da Saúde relaciona a preparação da rede também a eventos climáticos associados ao fenômeno El Niño.
Profissionais com experiência no Sistema Único de Saúde (SUS) e em áreas remotas da Amazônia compõem a equipe. O trabalho é integrado à Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e a outros gestores do SUS.

A unidade de Manaus é a quarta base regional da FN-SUS em funcionamento no país. De acordo com o Ministério da Saúde, a expansão integra ações para preparar a rede pública para os efeitos das mudanças climáticas.
Painel de insumos orienta a resposta às queimadas no Amazonas
Na estrutura da Força Nacional do SUS em Manaus, um painel interno acompanha a disponibilidade de insumos médicos nos municípios afetados pela fumaça. Segundo o Ministério da Saúde, as informações ajudam a definir rotas e meios de transporte para levar os materiais às localidades.
O planejamento considera o uso de embarcações e aeronaves, além de estimar o tempo necessário para as entregas. Esses dados são especialmente relevantes durante períodos de seca e estiagem, quando o transporte pode exigir diferentes alternativas.
Até a publicação da notícia, 43 municípios haviam preenchido os dados no painel. A ferramenta foi desenvolvida em parceria pela Força Nacional do SUS, pela Superintendência do Ministério da Saúde no Amazonas e pelas secretarias estadual e municipais de Saúde.
O diretor da FN-SUS, Rodrigo Stabeli, afirmou que a equipe apoia gestores locais quando a rede de saúde sofre maior pressão. Segundo ele, a atuação no Amazonas inclui reforçar a organização dos serviços e mobilizar equipes para atender às necessidades relacionadas às queimadas.
Expansão das bases regionais e preparação para eventos climáticos
Além das unidades de Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ), a rede regional da Força Nacional do SUS prevê bases em Fortaleza (CE), Recife (PE), Campo Grande (MS) e Belém (PA). A instalação de uma unidade em Porto Velho (RO) estava prevista para a semana de 20 de outubro de 2026, conforme o Ministério da Saúde.
As bases têm como meta deslocar equipes aos locais afetados em até 12 horas e iniciar as ações necessárias em até 72 horas, de acordo com a gravidade da ocorrência. Os prazos orientam a mobilização das equipes diante de situações que exijam resposta da rede de saúde.
A iniciativa integra o AdaptaSUS, plano do Ministério da Saúde apresentado na COP30 para preparar a rede pública diante dos efeitos das mudanças climáticas. Até 2035, o plano prevê 27 metas e 93 ações.
Como outra ferramenta de antecipação de riscos, o Ministério desenvolveu o Painel Nacional de Excesso de Calor. O sistema apresenta previsões para os 5.570 municípios brasileiros com até cinco dias de antecedência, com o objetivo de orientar medidas de proteção à saúde.


