Desmatamento em áreas protegidas da Amazônia e do Cerrado tem queda

O desmatamento em áreas protegidas da Amazônia Legal atingiu, em 2026, o menor nível desde o início da série, em 2008. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) divulgou os dados em 23 de outubro de 2026.

O levantamento considera informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que monitora a derrubada de vegetação por satélite. Os dados também apontam redução nas unidades de conservação federais do Cerrado.

A análise abrange unidades de conservação em dois biomas: na Amazônia Legal, região que corresponde a 60% do país, e no Cerrado. Na Amazônia, vivem povos indígenas e populações tradicionais.

desmatamento em áreas protegidas

Segundo o ICMBio, a redução reflete ações de fiscalização e proteção em áreas sob pressão. O balanço também identifica unidades onde a derrubada continua concentrada e apresenta a dimensão do desmatamento nos dois biomas.

Desmatamento recua nas unidades de conservação da Amazônia

Nas unidades de conservação da Amazônia Legal, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou 111 km² de desmatamento em 2026. O total representa uma redução de 17% em relação aos 134 km² contabilizados em 2025.

Na comparação com 2021, quando a série histórica chegou ao pico de 618 km² de floresta derrubada, a área desmatada caiu 82%. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a diminuição nas unidades acompanha a queda observada em toda a Amazônia Legal.

Mesmo com a redução, 3% do corte ilegal ainda ocorre em áreas protegidas, de acordo com o ICMBio. A derrubada se concentra, entre outros locais, nas Florestas Nacionais de Altamira e Jamanxim, no Pará, na Área de Proteção Ambiental do Tapajós, no Amazonas, e na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre.

A Amazônia Legal reúne 150 unidades de conservação, que cobrem 64 milhões de hectares. O presidente do ICMBio, Mauro Pires, afirmou que essas áreas protegem a biodiversidade e a segurança de quem vive nelas, além de resguardar ativos econômicos e o patrimônio para as próximas gerações.

Cerrado registra queda menor e concentra desmatamento em cinco unidades

No Cerrado, o desmatamento nas unidades de conservação federais recuou 8% em relação a 2025. O INPE identificou 47 km² de vegetação derrubada em uma área protegida de 6,25 milhões de hectares, distribuída por 29 unidades.

Os 47 km² correspondem a 0,9% de toda a área desmatada no bioma em 2026. Ao todo, o Cerrado perdeu 5,5 mil km² de vegetação, volume 23% menor que o registrado em 2025, segundo os dados do INPE.

O levantamento aponta concentração da derrubada nas Áreas de Proteção Ambiental Nascentes do Rio Vermelho, em Goiás, do Planalto Central, próxima ao Parque Nacional de Brasília, e do Delta do Parnaíba. Juntas, as unidades destacadas concentram 70% do desmatamento registrado nas áreas protegidas do bioma.

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