A qualidade do ar em Manaus foi classificada como “muito ruim” em 18 de outubro de 2026, em meio à fumaça que atingiu a capital amazonense.
Segundo a Defesa Civil municipal, a fumaça está ligada a queimadas no Amazonas e em outros estados. A situação levou autoridades a recomendar medidas de proteção à população.
De acordo com a prefeitura, os atendimentos médicos por problemas respiratórios aumentaram 10% em Manaus. Idosos, recém-nascidos e pessoas com doenças respiratórias preexistentes estão entre os grupos mais afetados.

A crise também alterou a rotina escolar: redes públicas e universidades estadual e federal suspenderam aulas. O cenário envolve ainda focos de incêndio no Amazonas e ações conjuntas de autoridades para combater o fogo.
Qualidade do ar e impactos da fumaça na saúde e na rotina
A medição da fumaça em Manaus registrou 94,4 microgramas por metro cúbico de MP2,5 às 9h30 de 18 de outubro. O dado foi informado pela Defesa Civil municipal com base na plataforma PurpleAir, que reúne leituras de 14 sensores distribuídos pela cidade.
A escala de qualidade do ar tem cinco níveis, que vão de “bom” a “péssimo”. Durante o fim de semana, os índices chegaram a patamares ainda piores e depois recuaram para o nível três, classificado como “ruim”.
Entre as orientações das autoridades estão o uso de máscaras, a ingestão de bastante água e a suspensão de atividades físicas. A prefeitura também informou que parte dos moradores tenta lidar com sintomas em casa, sem procurar atendimento médico.
Focos de incêndio e ações de combate no Amazonas e em outros estados
O Amazonas acumulou mais de 1.800 focos de incêndio nos primeiros 16 dias de outubro. O estado proibiu o uso do fogo para qualquer finalidade, inclusive para limpar terrenos, e ao menos 17 pessoas suspeitas de envolvimento com incêndios potencialmente criminosos foram presas.
Os registros também foram elevados em outros estados. No balanço de 48 horas informado em 19 de outubro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) contabilizou 922 focos no Pará e 90 no Amazonas; a área próxima a Santarém foi apontada como especialmente crítica.
O rastro dos incêndios acompanha o curso do rio Amazonas, e a geografia da região favorece o transporte da fumaça por mais de mil quilômetros até Manaus. A situação envolve, portanto, focos registrados fora da capital amazonense.
Uma força-tarefa reúne governo federal, governo estadual e prefeitura de Manaus para enfrentar os incêndios. São Paulo enviou bombeiros e mais de 11 mil litros de líquido antichama, enquanto o governo federal disponibilizou profissionais e aeronaves para apoiar as operações.


