Prefeitura de Manaus amplia oferta do teste tuberculínico para 55 unidades de saúde na capital

A oferta do teste tuberculínico foi ampliada para 55 unidades de saúde em Manaus, segundo a Prefeitura. A expansão inclui três Unidades de Saúde da Família (USFs) da rede municipal.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informa que o exame, também chamado de PPD, identifica infecção pelo bacilo da tuberculose mesmo quando não há sintomas. O teste é usado na estratégia de prevenção, não para diagnosticar a doença ativa.

As novas unidades ficam nos bairros Lírio do Vale, da Paz e Santo Agostinho, na área do Distrito de Saúde Oeste. Elas começaram a oferecer o procedimento em 20 de outubro de 2026.

teste tuberculínico

Entre janeiro e outubro de 2026, a Semsa iniciou 927 tratamentos preventivos para tuberculose, conforme dados divulgados pela prefeitura. A informação acompanha orientações sobre a avaliação do teste, os grupos para os quais ele é indicado e as diferenças entre tratamentos preventivos e da doença ativa.

Três USFs do Distrito Oeste passam a oferecer o exame

As novas unidades são a USF Adalgiza Barbosa de Lima, no Lírio do Vale, a USF Santos Dumont, no bairro da Paz, e a USF Dom Milton Corrêa, no Santo Agostinho. As três integram a área do Distrito de Saúde Oeste.

Com a ampliação, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informa que o teste tuberculínico está disponível em unidades distribuídas entre a zona urbana e a rural: 50 na região urbana e cinco na zona rural. O procedimento é ofertado pela rede de Atenção Primária à Saúde.

A Semsa também disponibiliza a relação das unidades que realizam o exame com os respectivos endereços e horários de funcionamento. Essas informações permitem identificar onde o teste tuberculínico é oferecido na capital.

Como o teste identifica a infecção e orienta a prevenção

A chefe do Núcleo de Controle da Tuberculose da Semsa, a enfermeira Anne Kimi Okazaki, explica que uma reação ao teste indica contato com o bacilo, mas não confirma tuberculose ativa. Diante do resultado, é necessário fazer avaliação clínica para descartar a doença em atividade; se ela for descartada, recomenda-se tratar preventivamente a infecção.

Na infecção latente, segundo Okazaki, o sistema imunológico consegue controlar o microrganismo, sem que a doença ativa se desenvolva naquele momento. Uma redução da imunidade pode permitir que a infecção evolua para a forma ativa, razão pela qual a equipe avalia a indicação de tratamento preventivo.

O procedimento consiste na aplicação de uma pequena quantidade de PPD sob a pele do antebraço. O paciente deve retornar à unidade entre 48 e 72 horas depois, quando um profissional mede o endurecimento no local e interpreta o resultado conforme critérios clínicos.

O exame é indicado principalmente a pessoas que tiveram contato próximo e prolongado com alguém diagnosticado com tuberculose ativa, a pessoas vivendo com HIV/Aids e a quem tem condições que comprometem a imunidade. Também pode ser solicitado antes do início de tratamentos com medicamentos que reduzem a resposta imunológica; o tratamento preventivo pode durar três meses, com medicamentos semanais, enquanto o da tuberculose ativa tem duração mínima de seis meses e pode variar conforme a avaliação clínica e a resposta do paciente.

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