A qualidade do ar no Amazonas continuava preocupante em 30 de outubro de 2026: Manaus liderava o ranking nacional de poluição, segundo a plataforma IQAir. Por volta das 6h20, o Índice de Qualidade do Ar (AQI) na capital era 148.
Embora os índices em Manaus tivessem melhorado em relação aos piores momentos recentes de fumaça, o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontava concentrações elevadas em diferentes municípios do estado.
Em Parintins, a piora da qualidade do ar levou à suspensão das aulas da rede estadual em 29 de outubro. A medida afetou mais de 23 mil estudantes, segundo a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar.

O quadro também envolve a fumaça de queimadas no Pará. Em declaração de 26 de outubro, o governador Roberto Cidade afirmou que a fumaça do sul do estado vizinho poderia chegar ao Amazonas em dois ou três dias.
Manaus lidera ranking nacional, mas interior registra altas concentrações de partículas
O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registrou 55,1 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas no Morro da Liberdade, em Manaus. O valor ficou acima do intervalo considerado bom pelo sistema.
De acordo com o Selva, a qualidade do ar é classificada como boa quando a concentração de partículas varia de 0 a 25 µg/m³. Acima desse patamar, as categorias vão de moderada a péssima, conforme a escala adotada pelo monitoramento.
Na Vila Amazônia, em Parintins, a concentração chegou a 241,2 µg/m³; em Maués, foram 181,8 µg/m³. Parintins registrou 171,6 µg/m³, enquanto Barreirinha teve 129,6 µg/m³.
Também foram medidos 125,9 µg/m³ em Itapiranga e 115,6 µg/m³ em Nhamundá. Em Iranduba, o Selva apontou 85,9 µg/m³, valor superior ao limite de 25 µg/m³ usado para classificar o ar como bom.
Suspensão de aulas em Parintins e alerta sobre fumaça do Pará
A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar previa a retomada das aulas em Parintins na terça-feira, 3 de novembro. No calendário escolar, 30 de outubro já era ponto facultativo pelo Dia do Servidor Público, e 2 de novembro era feriado de Finados.
Para repor as atividades pedagógicas afetadas, a secretaria informou que as unidades de ensino deveriam seguir estratégias previstas em uma nota técnica enviada em setembro. A orientação foi encaminhada às escolas antes da suspensão das aulas na rede estadual.
A suspensão alcançou outras instituições de Parintins: o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) interrompeu as atividades até 6 de novembro, por decisão de seu comitê de crise. Na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), as aulas também foram suspensas em 29 de outubro, afetando mais de 3,2 mil estudantes.
Em declaração feita em 26 de outubro, o governador do Amazonas, Roberto Cidade, afirmou que os focos de incêndio estavam concentrados principalmente na região de Itaituba, no sul do Pará, perto da divisa entre os estados. Ele disse que o governo amazonense pretendia procurar o governo paraense para discutir medidas de combate aos incêndios.


